Poemas declamados

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24 março, 2009

««Será que me ouves««


Será que me ouves
Quando em sonhos chamo por ti
Será que sentes o vazio em que caí
Quando no peito aperta a angustia
De viver por viver
Medos e tormentos de mulher

Será que ouves o grito
Hilariante do desejo
Na carne viva escorrendo em sangue
Luz trémula que reacende num lampejo
A imagem perdida do teu beijo

Esta ansiedade que volta com a noite
Porque o dia é claro demais
Minha angústia acorda em vendavais
Ao sol não me entrego faz tempo
Nada mais, que contratempo

Será que pensas em mim no momento
Em que fechas os olhos e dormes
Será que em sonhos me consomes

Por acaso me entranhei no teu pensamento
Ao ponto de gerar cicatrizes
Assim como os amores infelizes

Comigo,embrenhada neste desalento
Percorro o quarto sombrio
Onde estás tu neste momento
Em que morro tremendo de frio
Porque te esqueces de preencher este vazio

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