Poemas declamados

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07 março, 2009

««Interrogo««


Interrogo as incertezas que me visitam
Nas horas em que o silêncio fica mais silêncio
Não compreendo, imploro que repitam
Digam, porque me sinto atulhada em vazio

Interrogo o nada frio que me visita
Por entre o silencio dos lençóis de linho
Porque razão me sinto gelada e faminta
Sem conseguir decifrar, qual o meu caminho

Diz solidão, de que servem momentos de cor
Repartidos pelas horas mornas do meio dia
Se é de noite que a vida se torna incolor

O que fazer quando sufoco na alma vazia
Uma vontade imensa que me impele a transpor
Os limites impostos, por migalhas de um só dia