Poemas declamados

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08 março, 2009

««Dá-me gosto««


Dá-me gosto
Que estranha palavra
Quando se diz gostar

Dá-me gosto
Que venhas à minha festa
Que me leias ou ouças

Mas nunca amo-te
E dá-me gosto

Porque hoje posso estar
A minha vidinha
Deu-me uma aberta
Então dá-me gosto
Que contra gosto

Querer sem limites
Amar sem impor
Arriscar porque existe
Saber-se amor

Isto sim é entrega
Quando há brilho no rosto
Infringir as regras
Esquecer que dá gosto

Dá-me gosto uma feijoada
Uma sardinha assada
Ir a uma garraiada
Dá-me gosto, fazer-me de parva.

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