Poemas declamados

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30 setembro, 2007

Escrever


Dei comigo a pensar
Porque gosto de escrever
Porque gosto de rimar
E a tinta fazer correr


De onde me veio este saber
À quanto tempo guardado
Escrevo pra quem quiser ler
O que no peito tenho calado


Não foi um caso pensado
Quase que veio por magia
Apareceu por acaso
Na minha caligrafia


A rima quase sorria
Tal foi a devoção
E na tinta que corria
Eu deixei meu coração


Quase escrevo em oração
Para quem me quiser ler
Dou asas à imaginação
E esqueço que não sei fazer….

29 setembro, 2007

Papel em branco


Papel que sorris para mim
Num gesto de cumplicidade
Vou deixar-te pedaços sem fim
Das memorias da minha saudade

Há uma tão grande verdade
Naquilo que te vou dizer
Que toca a insanidade
E dou por mim a escrever

E é quase a correr
Que escrevo sem parar
Papel que não sabes ler
Mas  segredos sabes guardar

Segredos me vens arrancar
De uma maneira suave
Que me levas a divagar
Com uma ponta de vaidade

Só a ti digo a verdade
Sem receios e sem pudor
É tão grande a intimidade
Com que te falo de amor

E ao falar-te de amor
Papel meu grande amigo
Deixo um pouco de cor
Nas verdades que te digo

Vou partilhar contigo
Meu sonho de criança
Ficou no tempo esquecido
Mas nunca perdeu a esperança

Nunca perdeu a esperança
De sair do cativeiro
É com toda a confiança
Que a ti me dou por inteiro