Poemas declamados

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18 março, 2008

«« Minha vida meu poema ««


Ponho a vida num poema
Quando começo a escrever
Na tinta que sai da pena
Saem penas a valer

É assim que sei dizer
O que já te devia ter dito
Numas quadras a correr
Vou escrevendo tudo o que sinto

Umas vezes eu vou indo
Outras me deixo levar
Parecem lobos famintos
Minhas quadras a rimar

Não é falar por falar
Este modo de escrever
São meus versos a contar
Tudo o que te queria dizer

As linhas que vais ler
Lê-as com muita atenção
Só tu as vais entender
Como entendes meu coração…

«« Perguntas ««


Perguntas, e mais perguntas
É o que fazes à vida
Mas a vida parece defunta
Não responde, está deprimida

Vida, vida de fugida
É assim que o tempo passa
Olhando a sombra sumida
Que escurece e amordaça

Quando a vida perde a graça
Tudo parece morrer
Até o tempo que passa
Passamos a querer esquecer

É isto que te vão responder
Meus versos em confusão
Por isso prefiro esconder
O que me vai no coração

Aos poucos na tua mão
Minha alma vou deixando
E os nós do coração
Aos poucos vou desatando

De algum modo vou quebrando
Este meu modo de estar
São teus olhos me guiando
Que me levam a falar…

«« Os dois ««


Obscuro…
Como obscura pode ser a vida
Sem porto seguro
E com causa perdida

Brilhante …
Como brilha o amor verdadeiro
Cantando uma melodia
Que embala o mundo inteiro

São dois seres matreiros
O escuro e o brilho da luz
Enganam qualquer um por inteiro
Quando gritam com voz que seduz

A vida a isto se traduz
Somos aquilo que fazemos
Ou enfiamos um grande capuz
Ou saltamos o muro, e corremos

Nem sempre fazemos, ou temos
Preferimos olhar e não ver
É tão simples, bastava querer-mos
E o querer tudo pode vencer

É para ti, que estou a escrever
Que em ti vais perdendo a esperança
Olha-te ao espelho com olhos de ver
Em ti volta a ter confiança…

04 março, 2008

««« Alternativa «««


Alternativas não há
O que é que se pode fazer
Diz o povo assim não dá
É o que se ouve dizer

A educação está a morrer
À muito que isto se sabe
As crianças mal sabem ler
Mas vão entrar na faculdade

E a seguir que ansiedade
Com o sistema de saúde
Está doente de verdade
O povo que não se cuide

E volta e meia amiúde
Lá vem a justiça à baila
Que de mãos dadas com a saúde
Não há remédio que lhe valha

E na sorte que nos calha
Neste país descontente
Estamos todos na calha
Somos um povo dormente

De tudo ficámos ausentes
À espera do milagre sagrado
Que venha um governo decente
Que nos governe sentado