Poemas declamados

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18 março, 2009

««Deixa-me estar««


Deixa-me estar
Mágoa nas entranhas
Assim só por estar
Lembranças tamanhas

Deixa-me estar
Comigo só
Deixa-me quebrar
Meu medos em pó

Deixa-me chorar
Não tenhas dó
Só estou a levar
Minhas dores pró
Pró alto da serra
Vou espalhá-las ao vento
Como quem enterra
Sementes de pensamento
Em centelhas de quimera


Deixa-me
Dormir sem tecto
Deixa-me
Sonhar com afecto
Por encontrar
Em matagais a desbravar

Mas agora deixa-me
Cansei de procurar
Talvez um dia
Quem sabe
Volte a tentar

Talvez
Acabe por encontrar
Um porto seguro
Onde possa chorar.

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