
Porque me ardem as ideias na fogueira
Por entre demónios desequilibrados
Tortuosos, famintos,desenraizados
Borbulhando em tão grande chaleira
Porque me torturo desta maneira
Na procura do verbo adequado
Para a morte procuro significado
Mas recuso refugiar-me na cegueira
Cegueira que jura não ver as chagas
Que cobrem de dor este mundo louco
Numa tentativa de ignorar as algemas
Que amarram as vontades de lés a lés
Que enclausuram as liberdades
Diz-me… doida sou, porque o sou… por quem és?
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