06 março, 2009

««Poeta rasgado««


Desnudo-te em cada sílaba escrita
Penetro no mais longínquo recanto da tua alma
Poeta rasgado na palavra infinita
De versos mornos, que me afagam na tarde calma

Palmilho por lonjuras levadas na corrente
Desse mar imenso, onde germinam os sentidos
Deleito-me nos teus poemas copiosamente
Retalhos de dor, brotam no amor de um poema entristecido

Poeta dos meus sonhos retidos em cristal transparente
Elevas o meu sentir nos braços do vento, num voo picado
Porque escreves o que teimo em não ver copiosamente

Soluças no silêncio de um poema apaixonado
Filamentos que me transportam airosamente
Pelo meu passado, num presente inacabado

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