Poemas declamados

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09 março, 2009

««Desajeitada««



Peço desculpa por ser quem sou
Desajeitada na maneira de entrega
O coração nas mãos, se me dou é porque estou
Não tinjo o pensar de tinta que escorrega

Peço desculpa à dor por entende-la
Por penetrar no seu mais secreto sentir
Por a sondar, pensar, conseguir descreve-la
Por a amar como a um filho acabado de parir

Peço desculpa ao poeta, por ler nas entrelinhas
Alguns medos, anseios, risos, por vezes a mágoa
De uma escrita que sem querer embarco minha

Mas nunca, nunca me vestirei de mingua
Por ocultar o que o coração adivinha
Ao tropeçar na palavra, que alguém chama sua

1 comentário:

Vera disse...

Adorei o verso:

"Peço desculpa ao poeta, por ler nas entrelinhas".

Magnífico!

Beijo