Poemas declamados

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02 março, 2009

««Porque calas««


Conta porque calas
Esse grito travado
No peito guardado
Que te corrói a alma
Como bicho de contas
Que se aloja na ponta
De madeira bichada

Sim responde
Porque calas
Em silêncio mudo
Afastado de tudo
Sonhos e anseios
Quebrados a meio
Por um luto profundo

Luto de morte anunciada
De uma guerra derrotada
Pela insensatez da vaidade
Que te faz parecer covarde
Neste mundo de faz de conta
Em que já nada conta
A não ser as nossas verdades

As verdades dos outros
Parecem leviandades
Depressa concluímos
Sem pensar nas cicatrizes
De um pensar tão infeliz
Julgamento sem juiz
Num tribunal sem contexto

Conta.
Porque és um mudo torto
Porque atiras foguetes pró ar…
Mesmo na derrota