Poemas declamados

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16 abril, 2009

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Passo horas falando, comigo
Um monologo extenso, profundo
Por vezes custo a ver-lhe o fundo
Falo comigo, respondo ao que penso

Meu amigo, vazio
Converso contigo, comigo
Horas a fio

Porque me falta a metade
Que me fale a verdade
Que me oiça com sinceridade

Aquele que nunca veio
O que me esqueceu
Porque nunca me reconheceu
Ou então só me perdeu
Fez do meu mundo
Um mundo feio

Deixou esta espera por encontrar
Com sua alma quero conversar
Os meus medos lhe desvendar
Mas só comigo posso falar
Conversa inacabada, que mata

Como farta
Numa espera que desgasta
Desfolho meu rosário de penas
Tantas, tantas, centenas
Parece rosário de novenas

Mas a que traz mais raízes
Aquela que aperta o peito e geme
De tão crua, minha alma teme
Invoco...
Sussurro no silêncio

Pergunto vê se respondes
De uma maneira concisa
De uma maneira precisa

Porque tenho que falar sozinha
Onde está o ouvido que se esconde
Aquele que procuro na fonte
Que tarda em chegar

Tanta espera,
Atrevo-me dizer a medo
Temo que um dia se seque a fonte
Que me cale para sempre
Já que ninguém me responde

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