Poemas declamados

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27 abril, 2009

«« Claro que é gula pois então ««



É comer até mais não
Primeiro lá vem o pão
Traz a reboque acepipes

Um pires de azeitonas
E não me chateies a mona
Outro com umas manteigas
Um chouriço ás rodelas
Um bocado de mortadela
Mais a orelha de coentrada
Claro que não falta a salada
De polvo pois então
Um bacalhau desfiado
Mais um queijo de Azeitão

A seguir a refeição

Primeiro…
Uma sopa à maneira
De entulho pode ser
E convém não esquecer
Qualquer bom vinho pra beber

De seguida encho o bandulho

Com um cozido à portuguesa
Com linguiça e farinheira
Um naco de boa carne
Não falta o chispe e o toucinho
Tudo regado com o tal vinho
E tragam também um arrozinho
Que é para atamancar
Este singelo cozidinho

Mas como ainda não estou bem

Um prato de peixe aí vem
Pode ser linguado, sim senhor
Ou então, pargo de bom sabor
talvez uma postita de imperador

Mas ainda tenho um buraco
Aqui no fundo do estômago

Peço logo ao empregado
Uma mousse de chocolate
Um pudim de abacate
E entorno mais uns copitos
A seguir um cafezito
Um licor de absinto
E não pode faltar… o cigarrito

Assim se come por cá
Comem tudo ao Deus dará
E a miséria onde está
A crise não chegou cá
Ou já…

2 comentários:

arlindo mota disse...

vim visitar o seu canto alentejano a partir dos Luso-Poemas, com prazer

deixo-lhe a amizade. voltarei

"A SEDA DAS PALAVRAS"

madruga disse...

...eles comem tudo e não deixam nada!
crise... essa pegou e é para durar
mas a barriguinha sempre cheia.

gostei