Poemas declamados

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13 abril, 2009

«« Imaginação ««


Por entre o silencio das giestas
Escrevo…

Ao que ainda não tive
Ao que não senti
Escrevo de mim e…
Sei que escrevo de ti

Emoções em derrapagem
Levadas na aragem
Rebolando pelo declive

Da imaginação
Da dor, da nostalgia
Do que deixamos de ter um dia
Da alegria
Mesmo envergonhada
Do reencontro
Na escrita amargurada

Escrita de angustias cruzadas
Pelo tempo afastadas
Gerações desencontradas

Escrevo…
Por entre o silencio
Do meu e do teu
Silêncio

Escrevo do que pesa
Na solidão
Do que pesa em dia não
Aquele em que choramos
Por sabermos
Que longe e perto estamos
Mas, que sem querer
Sem sequer entender
Nos completamos

Perdida neste mar de escrita
Desnudo
Nosso sentimento
Procuro
O meu alento
Enleio-me
No julgamento

Do porquê das palavras
Das brisas e das miragens
Que escondes ou…
Que eu não vejo

Agora…
Penso, loucura
Esta minha procura
De ler, o que não tive
Depois…
Imagino que vive
Perdido no descampado
O tal espírito tresmalhado
Assim…
Como eu
Pela vida enviesado
Que por aí anda
E, em breve
Estará a meu lado

Nesse dia
Castelo assombrado

Abrirás as janelas ao sol
Os pássaros entrarão
Os meus olhos chorarão

Choram mas…
É de afeição
Deixou de ser imaginação.

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