Poemas declamados

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18 abril, 2009

«« Candeia onde vagueio ««


Ouvi-te na água a correr, ilusão
Ribeiro da fantasia em devaneio
Onde estás, porque me foges, aflição
Ouvi-te murmurando com anseio

Imaginário que carrego na alma
Definhar da matéria já sem vida
Por vezes perco o rumo, até a calma
Sinto-me morta, giesta amarelecida

Ouvi dizer, quero-te neste mundo
Era a saudade falando comigo
Esta saudade de quem me queira,tudo

Escutei palavras ternas na corrente
Grilhão que me sustêm à tona do sentir
Candeia onde vagueio, quase descrente

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