Poemas declamados

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27 julho, 2010

«« Voltar a ser criança ««


Pudera eu voltar ao tempo de criança
Saltar á corda, brincar ao eixo
Correr atrás da vida, um desejo
Imaginar-me boneca estampada num realejo
Olhar a noite e ver-te a ti, uma esperança

Uma estrela lá pela madrugada
Construir castelos, elevá-los no ar
Abrir a porta de par em par
Brincar, brincar com a inocência
De quem acredita em contos de pasmar
Bonecas de trapo, uma borboleta agarrar
Aí quem me dera, não pensar em demência
Atirar-me á vida, grossa camada

De ilusão…

Pudera eu voltar a ser criança
Sentar-me no colo da felicidade
Dizer-lhe ao ouvido, tenho vaidade
Em olhar-te com perseverança

E o mundo faria girar
Mil noites mandaria trocar
Por mil dias e mil sois
Mil faúlhas brilhantes a saltar
Num braseiro, nós os dois
Rabiscando a cinza da imaginação

Pudera eu voltar a ser criança
Pedia a Deus para não crescer
Pedia também, quando envelhecer
Que não me mate da tua lembrança.

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