Poemas declamados

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18 julho, 2010

«« Alqueva ««


Seu eu olhasse um lago azul
Nele visse o teu olhar
Se eu andasse sem me cansar
A esse lago, iria parar
Lago das terras do sul.

Perdido na imensidão agreste
De um Alentejo profundo
Parece que é senhor do mundo
Alqueva reflecte, o azul celeste

Debaixo das suas águas
Repousam casas caiadas
Por mãos morenas cansadas
De mulheres de antigamente
Repousam sonhos em semente
Que cobriram de oiro o campo
Trigo cevada e centeio, encanto
De vozes do belo cante
Debaixo das suas águas
Repousa um sobreiro gigante
Abrigo de velhos amantes
Um pastor e uma ceifeira
Ao lado uma azinheira
Mais abaixo uma aldeia
Aqui e ali uma colmeia
Que brilha com a lua cheia.

No cimo das suas águas
Brilha a esperança, a alegria
Ao olhar de uma criança
Abraçando o novo dia
Alqueva tu és mudança
De um povo a fantasia.

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