Poemas declamados

Loading...

19 julho, 2010

«« Na minha janela ««


Debruçada na janela escancarada
Reparo numa pequena estrela
Oh, como brilha como é bela
Imagino, será que mais alguém a vê
No instante em que prevê
Que um dia me faço à estrada

Velhinha cheia de curvas
Que transpõe o mais alto monte
Que conduz a longínqua fonte
E os dias transforma em pontes
Pontes de luz que iluminam as noites
Por entre sonhos, formosuras

Pela janela escancarada
Reparo num ponto alto
O cimo daquela igreja
Avisto uma cegonha anafada
Dormita em sobressalto
Acho que espera que eu veja

Que trouxe presa no bico
A ponta daquela estrela
Eu juro consigo vê-la
Daqui da minha janela
Amanhã, quando o sol raiar
E a cegonha despertar
Peço-lhe que volte ao céu
Num voo perfeito e picado
Peço que te leve um recado
Preso nas pontas de um véu

Que tomes aquela estrada
Velhinha cheia de curvas
Por entre poeiras amontoadas
Vislumbrarás uma estrela sem ponta

Encaminha-te a mim na madrugada
Por entre penas de cegonha
Eu fico de faces rosadas
O meu sono ganha asas.
A ponta da estrela sela
Esta noite fresca e bela
E o beiral da minha janela.

1 comentário:

Léo Santos disse...

Nunca estive à tua janela
Mas senti a emoção paralela
E toda essraa visão singela
Como se também estivesse nela

Um abraço!