Poemas declamados

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30 julho, 2010

«« III Carta a mim mesma ««


Olá menina de mil palavras, que te vais desnudando ao olhar de quem te lê.
Há já algum tempo que não tinha necessidade de falar contigo, mas hoje depois de uma insónia daquelas em não preguei olho a noite inteira, também pudera, por aqui ontem fez tanto calor, e eu sem saber o que fazer em mais um dia de folga, onde tudo e todos trabalham menos eu, dormi, regaladamente a tarde toda, fazes o favor de não rir, querias que andasse na rua a queimar os neurónios, era só o que me faltava.
Como te estava dizendo não dormi a noite passada, mas ao contrário de outras noites de insónia, ao fim de algum tempo de infelicidade senti-me feliz, feliz por estar viva, feliz por ter uma imaginação fértil que me transporta para outros mundos e me mostra campos floridos no Inverno.
Tudo isto apenas para te dizer que escrevi em cada minuto de insónia, ah pois tu ainda não sabes, mas ando ás voltas com um romance, um destes dias mostro-te um capítulo, mas do meio da história que é para aguçar o apetite.
Escrevi uns versos também, tenho gostado de escrever o bem-dito romance que nunca mais está pronto, ainda não decidi se o cavaleiro mata o cavalo e fica com a dama, é que esta coisa de pensar que se é escritor é mais complicado do que parece. Voltando aos versos.
É nos versos que me dispo e dispo o mundo, é nos versos que me embalo, que procuro e descubro o amor, são os versos que me saram a alma, que me beijam e me dizem não pares nunca, porque precisamos de ti.
Mas tenho uma mágoa que nunca te contei, queria também ter uma costela que precisasse de mim e que sentisse de peito aberto, que eu também preciso.

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