Poemas declamados

Loading...

22 julho, 2010

«« A verdade ««


Procuro pontos de junção por entre sombras
Onde encaixe pequenas partículas de um eu
Que tenta em vão, encaixar-se em nadas
Rebuscados pelas sombras em jubileu

Procuro o ponto de encaixe do meu sentir
A dor dilacerada em cada hora morta
Que fere o ouvido, como abelhas a zumbir
É o vento nocturno que me entra pela porta

Um vento gélido, que me mata a vontade
De procurar um lugar que seja meu
Um abraço, num sorriso que me guie

Pela encosta da vida, me abra a porta
A escancare de par em par, a verdade
Perdi a vontade de acreditar, e quem se importa

2 comentários:

Luís Coelho disse...

A primeira pessoa que deverá importar-se é você própria .
Acordou, viu a realidade então é tempo de unir os pontos e lutar por eles mostrando a diferença pela positiva.
Assim fará o seu lugar e será certamente reconhecida.
Este soneto mexeu comigo. Mais um pouco de amor em cada dia e um abraço para renovar esse acreditar que também vai morrendo lentamente.

Cria disse...

Reflexivo e belo ! Beijos.