Poemas declamados

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08 julho, 2010

«« Ápice ««


Fecho os olhos por um segundo
No negro que se achega, adivinho
Teu rosto, ao de leve um carinho
Teu sorriso franco e profundo

Breve ilusão, musica de fundo
Uma lamparina, um travo a vinho
Ápice claro cheira a azevinho
Luminária que reflecte por um segundo

Uma tez morena, brilho no olhar
Ligeira ruga no canto da boca
Passo ligeiro ao caminhar

Aos poucos eu vou voltando
A retina de novo foca
Aquele melro que vai voando.

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