
Na penumbra esbranquiçada da mente
Corre veloz a neblina submissa
Percorre o cordeiro que espargia
A ideia de um poema diferente
Porquê, o porquê é sempre indiferente
À caneta que se esvai na palavra roliça
Ao mote que infringe a lei que se espreguiça
Á dor de quem morde a sílaba dolente
E o papel, o papel abre as entranhas
Aceita o poema esquece dores tamanhas
Faz um filho que nasce com cabelos loiros
Olhos azuis, a criança prodígio
Do poeta enlaçado na musa, instante propicio
Poema envolto na era vindoura, instantes após
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