Poemas declamados

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23 julho, 2010

«« Serei ««


Responde terra barrenta por favor
Alivia algumas duvidas que ferem
As lembranças que sem saberem querem
Amedrontar-me como fio condutor

Que me faz questionar, que clamor
É este que me assombra a alma, sem
Que eu consiga vislumbrar mais alem
Do que o que sinto com quieto amargor

Serei nada, sem nada ser, sem nada ter
Serei criança que chora com fome
Serei mulher, que espera e não dorme

Serei esperança, um talvez, ou amanhã
Serei o campo, um fruto silvestre
Só não serei, terra fria e agreste.

1 comentário:

Luís Coelho disse...

Penso que nunca obterá resposta da terra barrenta nem ainda se ela for terra benta.
Todos seremos uma nova esperança num amanhecer sem fome, alma profunda de frutos campestres.