Poemas declamados

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03 agosto, 2010

«« O dia e a noite ««


O dia á noite segredou
Que um certo namoro existia
Fica a noite embasbacada
Olhando o poema pasmada
Quem diria, quem diria
Quem de tal se lembrou

Diz o dia num repente
O culpado é o poema
Apenas quer arranjar tema
Para um versejar diferente

A noite pensativa
Responde olhando o negro
De um lago e seu mistério
Quem sabe é rima cativa

Rima cativa é triste
Responde o dia ausente
Seu sentido num repente
Se entregou de lança em riste

A um coaxar distante
A uma musa perdida
O dia se afastou de seguida
Deixando a noite indiferente

A noite ainda tentou
Em lhe acenar um adeus
Será que aos olhos seus
O namoro acabou

O dia ainda ouviu
E pensou voltar atrás
Mas uma estrela sagaz
Ao seu brilho o atraiu

Segue a noite solitária
E na fria madrugada
Encontra presa na cauda
De uma estrela imaginária

Um poema escrito a dois
Belas rimas que se cruzam
Quem disse aos poetas, seduzam
Sabia que existiam sois


Nas frescas manhãs brilhantes
Assim a noite cansada
Avista o dia em caminhada
Em versos que se unem, distantes.

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