Poemas declamados

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29 agosto, 2010

«« A i de mim ««


Olho para dentro mim
Tento decifrar o inatingível
Quem és tu
Olho de novo
Apenas eu…

Olho-me nos olhos
Revejo-me na melancolia estampada
Ou no rir desavergonhado
Revejo-me
Em cada silêncio
Cada grito e lamento
Na ladainha sem fim
Ai de mim
Por vezes viro as costas
Não sei quem sou
O que quero, por onde vou
Nesses dias
O melhor é fingir que não vejo
Aquilo que esperam de mim
Que ria
Mas eu não quero rir
Que chore, só me apetece rir
Que oiça
Como se estou surda
Não, não oiças…
Era o que me faltava
Tenho ouvido de tísica

Nestes dias
Olho para mim
Em segredo digo

Olha
Fixa aquela parede branca
Ao fundo do quintal
O teu quintal…
Olha
O melhor é rires de ti.

Mas volta tudo de novo
Não me apetece rir.

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