Poemas declamados

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20 agosto, 2010

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Espero que de longe me cheguem
Noticias de um tempo vindo
Espero que os olhos indaguem
Porque as folhas estão caindo

Se o Outono ainda tarda
Se vento quase não há
Que será que perdurará
Aos olhos de quem aguarda

Noticia que está ausente
Ou de uma que se foi
Livrar-se do que corrói
As entranhas do presente

Espero que a lonjura traga
Noticias em que contem
Que o Outono é retaguarda
Que o verão começou ontem


E que amanhã de manhã
A Primavera floresça
As estações estão trocadas
Como as rimas eu troquei
No cimo de uma montanha
Estes versos escreverei
Para que o Outono apressado
Não deite as folhas ao chão
Noticias de mão em mão

Eu procuro em qualquer lado.

No tempo, no vento e na noite
No dia e no luar de Agosto
No canto do melro á noite
Ao meio dia, no piar do mocho
Na água que vai correndo
Na ribeira atrás do cume
Daquele ermo distante
Onde a espera desespera
Noticias vindas a lume
Na ponta de uma quimera

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