Poemas declamados

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17 agosto, 2010

«« Não me deixes ««


Não me deixes fugir
Nem virar as costas
Num ímpeto
Não me deixes
Ir por entre os dedos
Inertes

Segura-me com um olhar
Ou então com um silêncio
Não me deixes naufragar
Tão pouco morrer de frio
Segura-me contra vontade
Se disser não é mentira
Digo não mas a verdade
O sim há muito afluíra

Não me deixes fugir de mim
Nem queiras olhar pró lado
Porque quem se vai, no fim
É o crer apunhalado

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