Poemas declamados

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10 agosto, 2010

«« Melodia ««


Se eu partir ao encontro de mim
Será que te arrebato pelo meio
Quem sabe me afundo num enleio
Onde o tempo se prolonga sem ter fim

Se eu partir ao encontro de mim
Quem me diz se colho ou se semeio
Ideais que saltam em funesto devaneio
Numa dança enfeitada em frenesim

Onde as mentes se entrelaçam sem olhar
Ao medo de dançar, até virar o dia
Onde os corpos se entrecruzam com magia

Talvez eu cante tristemente até fartar
Uma canção triste, até as garças chorarão
Com o som da melodia em abolição.

1 comentário:

Unknown disse...

*Adorei suas poesias! Parabéns!
Melodia sem tom

Não tenho mais nada
mas o que tenho dou valor
perdi alguns sonhos
ganhei novas esperanças
supri a dor das mudanças
com o fervor de um cristão...

Agarrei-me na poesia
como quem agarra a corda
no olho do furacão!

Dos sofrimentos passados
sobraram-me paz e harmonia
nessa alma que escreve melodia
sem um tom sequer musical...

Hoje eu canto ao vento
o meu último lamento
de não poder contigo estar...
rogo ao céu uma melodia
que eu cante todo dia
quando o Sol acordar.

E cantarei sorridente
meus poemas em sua mente
tentando de ti acordar
o sonho de amor que levastes
junto ao meu coração.

Mando Mago Poeta 23:53 11/3/2012