Poemas declamados

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20 junho, 2009

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Vem,
Senta-te comigo à sombra da imaginação, dá-me a tua mão,
Inunda o meu coração com a paz tranquilizante
Das marés baixas na foz do Tejo nas tardes calmas de Agosto
Mesmo que uma lágrima me caia no rosto, não ligues, sorri apenas
Essa lágrima, é a derradeira a ultima que chorei na vida inteira
Todas as outras, as de raiva, as de amor, principalmente as de dor e desamor
Se foram no limiar daquela nuvem, que me trouxe o recado
De que um dia haverás de te sentar a meu lado
Por isso vem
Mesmo que seja no vento, mesmo que seja na chuva miudinha
Que inunda a planície tórrida onde a terra se deleita, faz amor com essa chuva
E nasce a canção perfeita, no voo de uma borboleta
Vem nas asas da cegonha, quando chega a primavera, vem de longe não sei de onde
Só sei que aqui construiu o ninho, onde uma nova vida gera
Assim é todas as Primaveras
Tal como ela eu tenho o meu espaço, no campo a céu aberto, onde me perco
Tentando ver ao longe a tua silhueta, imagino-te correndo de braços abertos
Tentando agarrar a vida que teima em esvair-se, pelos dedos da incerteza
Do que será o amanhã
A resposta a encontrarás na minha lágrima que caiu, ao deslizar ela viu
Os dias tranquilos, as mentes em comunhão, o segurar a tua mão
Terminando por dormirem em paz, o teu e o meu coração.