Poemas declamados

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05 junho, 2009

«« Incerto ««


O que será de mim, sem ti, sem nós
Penso por entre as sombras da noite escura
Devora lentamente esta loucura
Como o mar devora a duna junto à foz

Desfaz em mil pedaços, tal casca de noz
Os delírios que carrego na tremura
Do incerto, que me prende na ternura
Centelha onde me banho a tua voz

O que será de nós, ao despertar
No dia em que o outro esteja mudo
Diz-me, eu preciso de escutar

Que eu e tu, somos um só neste mundo
Somos o mesmo barco em imenso mar
Navegamos lado a lado num segundo