Poemas declamados

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11 junho, 2009

«« Do que falo ««


Do que falo, ou antes, do que tento falar, sem ninguém para escutar,
Não...
Sou eu, que não sei dizer, o que sinto, ao olhar, um pássaro a voar.
Como eu queria me enlaçar, nesse voo perdido, sem tempo.
Assim ele me levasse p´rós confins do firmamento.
Por lá ficava esperando que fosse tempo, tempo de não falar.
Uma lágrima a deslizar, no meu peito vem findar, o que acabou por não chorar
Do que falo, nem eu sei, nasci nas entranhas da terra, que já farta me renega,
Terna mãe, que não me aturas, as falsas diabruras, de poeta de ninguém,
De poeta o fingimento trouxe agarrado no tempo, no cordão umbilical
Mas tão mal, sei fingir, que pergunto,ó terra mãe, por que me fizeste assim,
Deixa-me ter pena de mim, amanhã serei melhor, medirei as palavras,
Com o prumo da certeza, que viver nesta incerteza, não é vida, é vegetar.
Do que falo, eu falarei, no dia em que acreditar, que vale a pena falar.
Que alguém me vai escutar,
E quem sabe me enlaçar, nessa conversa se embrenhar.

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