Poemas declamados

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17 dezembro, 2009

«« Pensamento ««


Nas curvas e contracurvas do pensamento
Enrosco-me como quem se embrenha num tear
Nos altos e baixos que deslizam no tempo
Anafo-me na preguiça de um dia abalar

Serra abaixo como quem salta prá morte
Ou será como quem espera a chegada
De um dia que adormeceu, esqueceu a sorte
Quem diria que me sinto confusa e cansada

Assim o tempo passa e eu perco-me do crer
Principalmente perco a noção da realidade
Sinto que sou uma moira malfadada, e o ver

Esse , tapo o sol com a peneira, mas que maldade
O meu pensamento é atroz, leva a vida a correr
Porque corre tanto, o dia termina, e eu finjo não ser.

2 comentários:

José Rasquinho disse...

Queria deixar os meus votos de Boas Festas, e que o novo ano te traga mauita saúde e Paz, e muita inspiração, para que continues a escrever estes lindos poemas.
Bjinho.

Cria disse...

Um texto reflexivo e belo ! Beijo carinhoso.