Poemas declamados

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25 dezembro, 2009

«« Meu amor o tempo urge ««


O amor na ausência deixa-nos irrequietos
Envolve-se de fissuras, de névoas cruas
Deixa-nos num marasmo, boquiabertos
Como se a ausência fosse folhas nuas

Que deslizam pelo tronco em nós
Corredios, e as saudades são faluas
Que deslizam em mares revoltos
Onde as águas se transformaram em lágrimas

Quase sempre a tua ausência me traz, dor
Aliada de uma visão conturbada e fria
Quase sempre a tua ausência carrega o pavor

Meu amor, o tempo urge é voraz e não fia
Os momentos que se perdem, na distância
Entre o ir e o vir, o tempo, é gorda agonia.

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