Poemas declamados

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25 dezembro, 2009

«« Natal surdo ««


Por entre as paredes caiadas a luz brilha
Descanso o olhar no vazio infinito
Os sons apagaram-se como que por magia
No silencio meu olhar afoga o grito

Que teima em sair da garganta seca
Teima em libertar-se no espaço, aflito
Porque te esqueceste de mim nesta hora
Volto a olhar as paredes brancas, o meu espírito

Vagueia por entre a luz amarelada que
Envolve a casa vazia de nada, e de tudo
Tentando obter a resposta ao porquê

Do silêncio nesta noite em que expludo
Sinto-me corrompida nas minhas crenças
Afinal, serei eu , serás tu ou o natal que é surdo.

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