Poemas declamados

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30 março, 2010

«« Promessa ««


Senta-te ao meu lado, senta-te apenas
E adormece no silêncio, que não é silêncio
É o eco dos montes ao longe, espaço imenso
Por onde serpenteiam as vontades silenciosas
No instante em que te sentares, repara nas açucenas

Sim, repara nelas, na suavidade da cor
São a mão de Deus, ensaiando uma aguarela
Repara na beleza que de tão singela
Esconde a cara envergonhada num leve rubor
Ao olhar os meu olhos, e ao ver o amor

Com que olho os montes lá adiante
Com que te bebo em cada olhar
Não sei, se amo mais esta terra, ou a ti meu amante
Não estou dividida, é uma interrogação no pensar
Será que foram os montes que te trouxeram para me amar

Será que um dia a terra me responde
Porque me fez regressar, que força imensa foi essa
Ao colocar-te no meu caminho, como se cumprisse promessa.

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