Poemas declamados

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29 março, 2010

«« Poema de amor ««


E se eu te escrevesse um poema de amor
Com ele desnudaria as minhas aflições
Depois ficaria a olhar-te
Como quem espera que o dia nasça
Para de novo renascer também

Em cada linha assentaria o meu olhar ciumento
Sempre que as tuas mãos posam nas minhas
Os ciúmes da minha boca que quer beijá-las
Mas as minhas mãos não param de segurá-las
Em cada silabada carregava a emoção
De sentir o toque da tua mão
Levemente ou com sofreguidão

Na página em branco do caderno da vida
Desenharia o teu rosto, singelo
Um tanto ou quanto sisudo, ou então num sorriso estonteante
Quando te digo, nada
O que tu não sabes é que em cada nada repetido
Está um pouco de tudo, apenas não o digo
Espero que tu adivinhes, mesmo as cicatrizes mais profundas
Aquelas que eu já esqueci, sei que as adivinhas

Se eu te escrevesse um poema de amor
Certamente que lhe tirava as rimas, rimas para que servem
Acrescentava-lhe uma lágrima fugidia, num olhar longínquo
Adornava-o com retalhos da planície em flor
Por fim juntava-lhe os beijos que as minhas mãos guardaram.

1 comentário:

Cria disse...

Intensidade de sentimentos ... Lindo demais ! Beijos.