Poemas declamados

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18 março, 2010

«« Calada ««


Meu amor em quantos silêncios
Falo contigo na calada da noite
E nas longas conversas que mantenho
Falo-te de uma floresta…
Onde os pássaros são livres e afoitos
Mesmo que o vento por vezes açoite
As árvores na sua sonolência

E com engenho…

Uma arte que não aprendi
Mesmo assim na noite insone
Meu amor falo de mim, falo de nós
Afino a aresta…
Imagino-te ali.
Aqueces-me num abraço que arde
Num braseiro manso, que espalha beijos

Nas faúlhas, cintilantes que saltitam…

Assim eu soubesse saltitar!
Meu amor o silêncio iria esconder
Lá, na floresta do inconsciente
E assim, eu iria bem alto falar
Que és o meu sol no amanhecer
És o meu ninho, mesmo no silencio aparente.

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