Poemas declamados

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05 julho, 2009

«« Teia de aranha ««


E agora, o que sou ou não fui o que deixei de ser
O que vi ou não vi, o que para ver deixei
E agora, o que quero e não quero, o que um dia terei
Pedaços de espuma fria presos no alvorecer

Remoinhos vendavais sol de Agosto meu prazer
Labaredas cintilantes, água fria beberei
Moinhos de vento distantes, ao longe eu já não sei
Caminhos feitos de ais, cruzarei ao amanhecer

O cansaço se instalou e teima em não passar
Névoa negra que me ofusca o olhar, sem dó
Teia de aranha, que me cobre me tira o ar

Luto, barafusto teimo em me desenvencilhar
Nesta noite gélida onde os gatos miam só
Estou tão só como eles falta-me a luz, falta-me o ar

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