Poemas declamados

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01 fevereiro, 2009

««Teu, meu, tempo


O meu tempo é o teu tempo
Dividimos o mesmo espaço
Pisamos o mesmo chão, contra-senso
Quase que sinto o teu abraço

Revolta em mar de sargaços
Deixo as ideias pairarem
Tentando decifrar os traços
Do que contas sem falar

Nosso tempo é um desvendar
De sonhos de medos contidos
Nossas mentes um fervilhar
De palavras, versos doridos

Raio de tempo dividido
Que teima em separar
As almas que buscam abrigo
Nem que seja num simples olhar

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