Poemas declamados

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19 fevereiro, 2009

««Porque será que te amo««


Porque será que te amo na de vastidão
Desfaleço em cada olhar teu, sei-o
O teu olhar encaminha-me em turbilhão
Pelos sentidos contidos em devaneio

Porque será que te busco na ilusão
De que em ti apago os meus anseios
Que renego no meu corpo a solidão
Enquanto do teu néctar saboreio

Por ti verto lágrimas de saudade
Numa fonte translúcida e gelada
Mato a sede num rio de ansiedade

Que em ti me mantém refém na madrugada
Quando teima em afastar a felicidade
Desta sorte maldita, feita de nada

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