Poemas declamados

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17 fevereiro, 2009

«« Nas tuas mãos««


Artesão que brincas com as cores
Que nos transportas a um mundo de magia
As tuas mãos transpiram, graça, esplendor
Moldam o barro com garra, energia

O mundo te olha mas não vê tuas dores
Vives tal caco de barro, nas jóias que crias
Assim vais deixando pedaços de amor
Tormentos da vida que abraçaste um dia

Peças de barro, cortiça, madeira
Saberes de outra era deste Portugal
Esculpidos em vidro, ouro, cerejeira

Saem de mãos sábias tal um roseiral
De rosas brancas cravadas nas ribanceiras
Pelas mãos de Malhoa, numa tela irreal

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