02 agosto, 2009

«« Até sempre, ou até nunca mais««


Hoje despedi-me dos sonhos
Enterrei-os bem fundo no areal da desilusão
Vou fechar a minha solidão, vou trancar-me com ela no sótão
Amarelecido onde um dia quase aprendi a sorrir
Talvez tranque também o breve momento onde o sonho foi possível
Nesse momento escrevi, sobre mim, sobre a minha vida , sobre o meu sonho e a minha ilusão…
O poeta é um fingidor, disse Fernando Pessoa
e eu atrevi-me não só a fingir como a acreditar em todo esse fingimento

O despeito o cinismo o oportunismo e acima de tudo o desamor acabaram por matar a capacidade de sonhar...