Poemas declamados

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07 agosto, 2009

«« Mulata ««


Um fervilhar de vida constante
Germina sob os meus olhos incrédulos
Recordo em surdina tempos antigos
Em que o homem dava passos de gigante

Ai Lisboa terra de mouro amante
Princesa de uma colina que contrapôs
Nas cordas de uma guitarra abraços
Que marinheiros deixaram distante

Em terras de sonho, além mar se deram
A uma donzela de olhos de azeitona
Corpo de sereia, dos filhos que nasceram

Brilhou a mais bela mulata ,anémona
Fusão de dois mundos que transpuseram
Oceanos e demónios, a esperança veio átona…

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