Poemas declamados

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14 outubro, 2010

«« Reviravolta ««


Diz-me a razão - não sabes escrever ( amor)
Gosto de rimar vazio e desamor
De falar dos nadas contidos ( no poema )
Gosto de palavras sem fonema

São as minhas contradições
Levanto-me de manhã
Atrapalhada com convicções
Ao meio dia já me sinto estranha

O poema tomou-me de jeito
Encheu-me de ciúmes o peito
Lembrei-me de ti com ardor
Suores frios lá vem o pavor
Do escrever leve como a pena
Alguma coisa que valha a pena

No meio de tantas penas
Acrescento um beijo tímido
Não lhe junto mais nada apenas
Porque não sei cantar o bandido
Do ( amor ) agora são três da tarde
Na minha cabeça arde
Um poema derretido
Penso em ti em arrebate
Junto-lhe um toque fugido

Da ponta dos meus dedos
Saem poemas adocicados
Lá se foi a convicção
A falsa negação
Noite dentro hora morta
Desenho-te em versos de amor
Esse teu ar sonhador
De poeta que não quer ser
De manhã tudo de volta
Um escrever reviravolta.

Júlia Soares ( pseudónimo )

1 comentário:

Luís Coelho disse...

Viver com a sede de amar e ser poesia em qualquer hora do dia.
Em todas as horas sentir o calor de um beijo e em tudo fazer uma reviravolta das penas que nos afogam.

Quis fazer um comentário aos lenços de papel e não aceitou.
O artigo está esplêndido.