Poemas declamados

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28 outubro, 2010

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Na curva daquela estrada
Descanso o meu olhar
Saio de lá mais cansada
Sem vontade de remar

Por vezes dou por mim
A olhar um tempo ido
Sinto-me anfitrião num salão a meia luz
Tento distorcer a visão
Daquilo que não me seduz

De curvas e contracurvas
A vida é conivente
Assenta igual a luvas
No destino do vivente.

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