Poemas declamados

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02 novembro, 2009

«« Solidão ««


Porque quebras o silêncio da madrugada
Avivando a memória meio esquecida
Porque queres fazer parte da minha vida
Porque teimas em te cruzar na mesma estrada

Que percorro presa no tempo, e tão cansada
Esta carga dobra-me as costas, entorpecida
Vai-te leva-a contigo deixa-me só, esquecida
Mais vale só, curioso ditado recorda o nada

O tal nada que me visita na noite morta
A solidão envolta na lua gélida
Porque teima em abrir a minha porta

Queria estar só, sim, eu e a porta de saída
Por onde afugentasse o desalento
De mais uma noite mal dormida

2 comentários:

Paula Laranjeira disse...

A solidão, o silêncio e a memória...causa o pensar, o sofrer e essa melancolia que nos invade e atormenta....Gosto desse seu estilo meio introspectivo....bjs querida

Cria disse...

Excelente texto, amiga Poeta ! Beijos.