Poemas declamados

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06 novembro, 2009

«« Vazio ««


O vazio penetra pelas artérias
Revitaliza a angustia em chaga
Que me toma como um pedaço de nada
Pergunto, porque não as portas abertas

Por onde deslizassem as folhas caídas
Restos de uma primavera adulterada
Pelo verão que amanheceu na madrugada
Num tempo já esquecido, perdi as asas

Que me incentivavam a voar… força de ser
De ouvir e de gritar, sou força viva
Sou uma sombra esgaça, acredito ter

Um caminho a percorrer, vida cativa
Por razão desconhecida, sobreviver
Mas… o vazio faz a derradeira tentativa

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