Poemas declamados

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28 maio, 2009

«« Tu e eu ou eu e tu ««


Tu, sim tu
Tu que exiges, em tão pouca entrega
Momentos fugazes de paixão e, carinho, momentos
Contados pelo relógio da aflição, do que deixaste pelo caminho
Mas exiges, nem te dás conta, tantas as cobranças tantas as desconfianças
Cobranças, palavra que não existe no teu dicionário
Por vezes penso que é fadário, mas não, é calvário
Um calvário a que te entregas, tentando que tudo tenha métrica
Contabilizas as emoções pela bitola dos matemáticos
Tudo se resume as fracções, porque te queixas das desilusões
Dos cansaços de quem tenta acertar o passo, mas perdeu-se no espaço
De tantas equações
Tu,
És tu que enegrece o dia, a alegria , quando tudo julgas,
Quando tudo pensas que muda, só porque não me apetece sorrir
Ou ouvir, porque sinto a vida a fugir, sem ninguém para me acudir
Era tão fácil mentir, dizer-te um Deus na terra, mas em tudo, tudo se erra.
O erro maior é o da hipocrisia, do amem todos os dias, do sim quando é não
Tu e eu
Átomos inconstantes agora como antes, na procura do perfeito
O nosso pecado foi esquecermos que em tudo existe imperfeição
Basta saber dizer, não, basta querer dizer sim.
Tu
Que um dia me fizeste sorrir.
Eu que nunca deixei de te mentir
Era isto que querias ouvir?

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