Poemas declamados

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25 maio, 2009

«« O meu barco ««


Escancarei o olhar, reflexo, um novo dia
Vislumbrei o mar, lá longe fantasmas á deriva
Velas brancas que o vento fustiga em fúria
Neblina esbranquiçada, ténue expectativa

Fui espectadora num instante de alquimia
Cativa irracional, sim tornei-me seiva
Das ondas do mar, do cheiro a sal a maresia
Presa no reflexo, um olhar, uma vida

Expectante fiquei, não me vislumbrei nem revi
Muito menos te reconheci, sem sentido
No mar revolto, afastei-me de ti, do que vivi

Vi o negrume que nos envolveu perdido
Não restou nada, sei, mas não me arrependi
Apenas retomei ao meu barco, há muito ido.

1 comentário:

José Rasquinho disse...

É essa a sina do "marinheiro": retornar sempre ao seu barco, para que a vida possa seguir!!!
Gostei do poema!