Poemas declamados

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09 maio, 2009

«« Não tentes ««


Tudo o que incomoda, se esconde
Debaixo do tapete invisível
Da memória, onde não ouve ou responde
Acaba por esfumar-se como papel

Papel que arde em lume brando
Amarrotado, pela indiferença
Sempre que se afasta do comando
De quem tenta, julgar as nossas crenças

Não caias na tentação de me comandar
Sou brasa que arde em delírio
Não tentes dizer-me por onde caminhar

Sou pedra gelada e dura de moldar
Prefiro estar só, comigo mesma
Quando adormeço, prefiro sonhar

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