
Lágrimas em decomposição
De mão em mão
Nevoeiro negro, de luto
Vagueia pelas clareiras
Da imaginação aos solavancos
Pernoita em fundos barrancos
Do egoísmo
Pensando quase agonizo
Mas finjo , e vejo, e,
Digo não , e digo sim
Ai de mim
Lágrimas salgadas
Sem dores
Sofrimento portador
De angustias e desamparos
Compassados pelos acertos
Do raciocínio
Empresta-me o fascínio
Irreal do sobrenatural
Daquilo que não domino
Lágrimas de lamurias contidas
Virgem negra distraída
Caminhando pela tumba
Vazia da dúvida
Duvida que se abeira
Sempre que perco a estribeira
Com lágrimas em demasia
Asfixia
Afogo essas lágrimas
Em aflição
Rezo um credo incompleto
Ao correcto
Realismo secreto
Do nada concreto
Do certo ao incerto…
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